sábado, 5 de junho de 2010

Bela Flor

Bela Flor
Maria Gadú

A Flor que vem me lembrar
A Flor que e quase igual
A Flor que muito pensa
A Flor que fecha o Sol

Parece a mesma flor
Só muda o coração
Quando se unem são
A Flor que inspirou a canção

Bela Flor, pouco disse
Gêmea Flor, que cresceu no Rio
Bela Flor, pouco disse
Gêmea Flor, que cresceu no Rio

Que dance a linda flor girando por aí
Sonhando com amor sem dor, amor de flor
Querendo a flor que é, no sonho a flor que vem
Ser duplamente flor, encanta colore e faz bem

Bela Flor, pouco disse
Gêmea Flor, que cresceu no Rio
Bela Flor, pouco disse
Gêmea Flor, que cresceu no Rio

Oh flor, se tu canta essa canção
Todo o meu medo se vai pro vão
Pra longe, longe que eu não quero ir
Mas deixe seu rastro pólen, flor pra eu poder seguir

Bela Flor, pouco disse
Gêmea Flor, que cresceu no Rio
Bela Flor, pouco disse
Gêmea Flor, que cresceu no Rio

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sobre o Ato de Escrever

Eu gosto de escrever simplesmente porque escrever me acalma. Coloca dentro de mim cada coisa em seu lugar, alegrias, problemas, dores. É a maneira que eu utilizo para me organizar comigo mesma. Pode ser banalidade, pode ser trivialidade, ou até algo sério, mais profundo. Mas escrever é o meu refugio.
Nos dois anos que fiquei sem blog senti muita falta,muita falta mesmo! Deixei alguns textos prontos, mas não era a mesma coisa. Como explicar? Eis a questão! é como fazer um diário, mas no momento só escrever em um caderno que achou. Não é a mesma coisa... São as mesmas palavras, mas o sentimento não é o mesmo.
Será que é por que aqui as pessoas me leem? Não sei… só sei que o blog, de alguma forma, me tranqüiliza. Posso passar dias sem vir aqui (em decorrência da faculdade), mas sei que sempre terei o meu espaço disponível para o que eu quiser. Seja postar um vídeo, um desenho, uma música, poesia, ou seja lá o que der na cabeça.
Gosto quando coloco uma música para ouvir e sinto o texto se modificar. Quando chega no último parágrafo vejo que não era o que queria quando comecei, mas terminou exatamente como deveria terminar. Viajo mesmo… pode parecer sem pé nem cabeça, mas, para mim, faz todo sentido.
Fico feliz ao chegar ao final de um texto e sentir o dever cumprido. Escrever sobre tudo ou simplesmente escrever sobre o escrever.

O Caderno
Chico Buarque/Toquinho
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas bimestrais
Você vai ver
Serei de você confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lágrimas

Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que uma pessoa que chega na nossa vida é um presente que nos foi oferto.
Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.
Mas se nos perdemos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.
Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente por que não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo?
Não…
O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra. O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou pessoas duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.
As dores das partidas definifivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.
Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim a cada primavera.
A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se o Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.(Letícia Thompson)