segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Promessas...


Eu não posso te prometer que todos os dias serão coloridos.
Não posso te prometer que nunca mais haverá brigas, que nunca mais vai teremos conflitos.
Não posso te prometer que serei perfeita até o fim dos meus dias.
Assim como não posso te prometer que amanhã não irá chover.
Mas posso te prometer que farei cada dia de sua vida valer a pena, como se fosse o último.
Posso te prometer caminhar ao teu lado todos os dias, segurar na sua mão sempre que precisar e tentar não deixar você cair nem tropeçar nunca.
Posso prometer cuidar de você, e sempre estar ao seu lado quando seu coração sorrir ou chorar.
Posso prometer sempre te amar, até a última batida do meu coração.
Agora se tudo isso não te bastar, me despeço agora pra sofrimento evitar...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lua e Estrela

Esse texto foi escrito em 2007…não lembro em que ocasião e lugar, mas resolvi publicá-lo. Até então, só foi lido por mim... 
bjo

"E ela olhou para o céu e viu algo que há muito tempo não conseguia enxergar. Viu um céu estrelado, a lua redonda e amarela, crescendo tão brilhante que poderia jurar que era só para ela. Não conseguia parar de olhar, pegou uma esteira e deitou no chão, ao invés de contar quantas estrelas tinha no céu, preferiu interpretar o significado de cada uma, as ligações entre si e as mensagens disso. Viu que ao redor da lua, a luz estava cada vez mais forte e, depois de tentar identificar quantas cores enxergava naquele céu escuro, chorou. Chorou de felicidade por estar ali, naquele momento.
Ao limpar as lágrimas, olhou para o lado, viu o reflexo da lua no chão e percebeu que tirando a lua, não existia mais nenhuma iluminação no local e, mesmo assim, via tudo claramente. Estava deitada sob a grama, que estava com um verde que nunca vira antes. Sentiu a textura, apalpou a terra, o cheiro do orvalho subiu e ela chorou novamente. Depois de muito tempo tinha voltado realmente a sentir o que se passava ao seu redor, não era só observar, era ser parte de tudo isso.
Ao olhar novamente para o céu percebeu que as estrelas tinham mudado de lugar, a lua também e apesar de não ser mais o mesmo, ainda se sentia a mesma. Não importava a mudança, mas como ela se relacionava com tudo isso. E ela se sentia bem. Muito bem. Como há muito tempo não se sentia. Realmente há muito tempo ela não se sentia tão viva e tão presente em sua própria vida.
Colocou a mão sobre seu corpo e percebeu que carregava um crucifixo junto consigo. Não sabia há quanto tempo, mas, pela primeira vez, entendeu o que tudo isso significava. Chorou e pediu perdão por ter esquecido da sua fé. Naquele momento teve a certeza que nada era por acaso, ela estar ali, naquele momento, vivendo, sentindo, tudo aquilo. Fez uma oração, a primeira que veio em sua mente. Agradeceu por tudo e pediu que nunca esquecesse esse momento.
Ela não sabe quanto tempo ficou ali, se foram 30 segundos, três horas ou três dias... O tempo não importa, o que importa é que ela riu, chorou, refletiu, rezou, conversou, se emocionou, se sentiu feliz, completa, cheia de uma alegria que não sabia que existia, diferente de tudo que passou na sua vida. Em alguns momentos não sabia se tudo estava iluminado por conta da lua ou da energia que sentia sair dela mesma. Ali, teve a certeza de que tinha renascido. O destino agia e o mundo girava, mesmo parada sentia a terra se movimentar e não era ao seu redor, mas junto com ela... Sentiu-se parte do todo e pediu perdão por todas as vezes que, de forma ignorante, pensou que tudo girava em torno dela.
Não sentia vontade de sair dali, fechou os olhos e quando acordou já era dia. Os primeiros raios de sol entravam pela janela do seu quarto. Onde estava tudo? Piscou os olhos e percebeu que estava no seu quarto, mas alguma coisa estava diferente, tudo sorria para ela. Ficou feliz e retribuiu todos os sorrisos. Respirou fundo e sentiu o cheiro da grama ainda lá. Percebeu que não tinha sonhado e que tudo aquilo que tinha acontecido ainda estava vivo nela.
Depois disso, nenhum dia de sua vida foi mais o mesmo, até aqueles em que se sentia mais fraca, sabia que à noite poderia encontrar a lua e as estrelas, conversar, chorar, sentir, viver tudo novamente e, assim, recomeçar amanhã, diferente de tudo, menos dela mesma!"
Samanta Nóbrega, in: Páginas de um diário perdido.